Festival MacegaTown une arte independente e diversão em um mesmo lugar

Por Danilo Gabriel

No início de Março, mais precisamente no dia  09, aconteceu primeira edição do Festival MacegaTown em Ponta Grossa, Paraná.

O evento organizado pela produtora Fluencia e Roof’s On Fire, com apoio do Espaço Tavarana e Estúdio Jardim Pira Linda, foi o primeiro presencial em 5 anos de fundação.

Até então havíamos atuado apenas no campo do conteúdo digital, como o Palco B, primeira série musical dos Campos Gerais, e também a primeira agenda semanal artística independente de PG.

Na programação do MacegaTown, teve além dos shows da Chave de Mandril, Solana Dub e Araça Mutema, a discotecagem 100% em viníl com Disconecte, Live Paint com Tatá Tótis e exposição de fotos de Mirna Bazzi.

A gig que marcou o inicio do calendário independente da região foi realizada no Espaço Tavarana, onde depois de um longo hiato foi reaberto para celebrar a eferverscência, diversidade e a riqueza do movimento artístico da nossa região.

O local a céu aberto fica a 10 min. do centro de PG, mas muito bem pode-se ter a sensação de estar em uma chácara afastada da cidade.

A Tavarana conta com uma ampla área verde e um amplo espaço de convivência, uma piscina grande para se refrescar, um bar onde são vendidos chopp’s artesanais produzidos pela própria Cervejaria Tavarana.

A área de alimentação ficou a cargo do Chapo Burguer com hambúrgueres suculentos matou a larica do povo.

Não apenas uma mera sobremesa, Arrocha Doces adoçou o role com seus  deliciosos brigadeiros com ingredientes bem brasileiros.

Também foi possível sair com uma peça do Benzin Brechó e Gato Preto Crochê para ficar style para os próximos eventos.

A exposição da fotógrafa Mirna Bazzi mostrou o olhar da Macega, com fotos sensacionais da natureza.

Resultado de 4 anos colecionando roles, registrados pela perspectiva simples de quem apenas observa um assunto, mas com a sutileza e delicadeza no clique de quem sabe o que faz.

Era impossível não ser notada pelo público de aprox. 200, entre tantas outras atrações do festival.

A primeira banda a subir ao palco, pontualmente às 18:00, horário marcado na programação, foi Araça Mutema, que já deu o tom da festa em um repertorio caliente, com muita música Latina e brasileira.

Tocaram versões de Dilá, Meta Metá, Vinícius de Moraes, Las Taradas, Mon LaFerte, Luiz Tatit, Onda Trópica, Banda Magda, Baiana System e Estrela Leminski.

Entretanto o que tomou destaque foram as músicas próprias como: Inverno, Fatal, e claro, Dança Solita que você pode conferir nesse link.

Transformou o inicio do role em um ambiente propício para uma bela noite de diversão.

Responsável por manter o clima da festa antes e depois das apresentações das bandas, com uma discotecagem inteiramente em vinil, sem rotulações do hemisfério sul ao norte, o coletivo Disconecte soltava uma pedrada atrás da outra, contagiando e envolvendo a todos que ali estavam.

A seleção dava o teor do que as bandas iriam apresentar. Algumas conhecidas e outras nem tanto, mas sem dúvidas grandes clássicos saíram das caixas, como: Curumin,  Marcos Valle, Paralamas do Sucesso, Fat Freddys Drop, Attila, César Camargo & Mariano, Wando, Bebeto, Manu Dibango, Madness e Elizio de Búzios. as

Os malditos jovens do reggae foram a segunda banda da noite.

Solana Dub, abriu o setlist de cara com uma nova música instrumental, Alagadub.

Logo mostraram a que vieram quando na sequência sem deixar respirar mandaram uma versão de No, No, No de Dawn Penn.

A partir dai a viagem toma rumos que passam por Nação Zumbi, Sublime, Steel Pulse a versões adubadas de clássicos do samba como Canto de Ossanha (Dub de Ossanha) que teve a participação de Mayã Campos (Araça Mutema), Preciso me Encontrar (Preciso me Adubar) e a mais recente versão, Juízo Final (Dub Final). 

Com participações de Daniel Spekalski (Araça Mutema) no teclado e Gustavo Mayer (Chave de Mandril) no saxofone, como não poderia deixar de ser, o repertório seguiu recheado de musicas autorias como Zé Pillin premiada no FUC 2018, Mané Barato, A Ronda, Asterisco, Pé de Pano e 8 Luas.

Emerson, presente

Dentre as autorais a que mais chamou a atenção foi Vila Velha, música que enaltece as riquezas naturais de Ponta Grossa, escrita pelo poeta princesino Rômulo Rosa, também foi usada para homenagear Emerson Bueno. Um grande irmão, amigo, conhecido de muitos ali presentes, que faleceu em um acidente de carro no começo de março. Foi um dos pontos de maior comoção do evento.  

E a banda que desparafusa qualquer um do seu perfeito juízo, fechou a noite colocando todos para dançar, cantar e cantar sem medo de ser feliz.

Chave de Mandril embalou a galera com versões da velha guarda da música brasileira como Elza Soares, Belchior, Otto, Tim Maia, Ave Sangria, Tom zé, Sá e Guarabyra, Alceu Valença, Novos Baianos, Dona Onete, Academia de Berlinda e também representantes da nova escola nacional como Baiana System, Francisco El Hombre e  Thiago França.

Dois momentos do show da chave representaram muito o espirito que ali se vivia, foi quando o pedal da bateria estragou enquanto Nana holz tocava.

Então Luiz Vinicius (Solana Dub) pegou a alfaia e cobriu o que seria feito pelo bumbo da bateria.

Outro momento foi quando nem mesmo a chuva segurou a galera.

Quase ao final do show começou a chover, o que foi surpresa é que ninguém arredou o pé de onde estava, ou melhor todos arrastaram o pé onde estavam.

A banda começou a tocar ‘Chover’ do Cordel do Fogo Encantado, e sem se importarem, com seus pertences, roupas e chopp dançava-se, cantava-se e amava-se como se não houvesse amanhã, lavando a alma de todos.

Por fim, Tatá Totis um grande artista da arte urbana de PG, ilustrou o role com um desenho pesado.

Enquanto rolava as bandas os jatos de spray coloriam o latão  que servirá de lixeira para os próximos eventos.

(Leia entrevista com Tatá Totis)

O festival floresceu com ritmos e arte para todos os gostos e públicos.

MacegaTown  reuniu música autoral, intervenções, discotecagem, diversão, piscina, exposições, moda, comidas e bebidas em um evento que é a cara da galera maceguenta de PG.

Das mais diversas formas, do samba ao dub, da cumbia ao funky, da pintura ao artesanal, da fotografia a gastronomia, pudemos presenciar a arte na sua essência mais pura.

O movimento existe através de cada um, em cada atitude, em cada gesto, em cada esforço, sem barreiras, isso é macega!

(Confira o álbum de fotos do MacegaTown neste link.)

Playlist – MacegaTown Vol.1

Aproveitando o embalo, criamos uma playlist com o repertorio das bandas e da discotecagem que curtimos no festival MacegaTown, para que você conheça e dê uma boa sacada logo abaixo.

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